psique e suas nuances

psique e suas nuances

quinta-feira, 3 de março de 2011

Até quando?


Texto compilado dos links abaixos:
Imagine um pai matar os dois filhos, depois queimá-los, esquartejá-los e deitá-los num contentor de lixo…
Impossível não questionar o que leva um pai ou uma mãe a maltratar os próprios filhos.
E sempre que sugem casos de pais que agridem ou matam os seus filhos a Sociedade entre em choque.
Acontece um pouco por todo o Mundo. Em Portugal quem não se lembra do caso de Joana Cipriano, uma menina que, segundo a mãe, tinha saído para fazer compras num café próximo de casa e que desapareceu, por volta das 20h30m, do dia 12 de Setembro de 2004.
Dois anos depois, a mãe, Leonor Cipriano, e o tio da criança, João Cipriano, foram condenado a 16 anos de prisão cada um pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver… a polícia não tinha provas de que terceiros estivessem envolvidos no crime, como a mãe de Joana deu a entender assim que o caso foi descoberto.
Mas ainda hoje o caso não está esquecido, sobretudo na pequena aldeia algarvia onde morava a criança. A população da Figueira mantém o sentimento de desconfiança de que Joana terá sido vítima de rapto ou mesmo homicídio por parte de desconhecidos.
Todos os ano, as histórias repetem-se… crianças que são agredidas violentamente e até mesmo assassinadas pelos próprios familiar. Trajédias em família que, por muito comuns que se tornam, não deixam de chocar quem vê ou ouve falar do assunto.
Mas afinal o que leva um pai, que deveria amar, matar ou maltratar o seu próprio filho? Essas pessoas deveriam ser tratadas como réus comuns ou doentes?
Dê-nos a sua opinião… participe, mais logo, no Debate Público! Depois da meia-noite, na TV Record
Assista aqui: Campanha contra a violência infantil
29/12/2010 - 06h49min

O desempregado de 37 anos que confessou nesta terça-feira (28) à polícia ter jogado o próprio filho no Rio Tietê disse que cometeu o crime para se vingar da ex-mulher, a mãe da criança.

O crime foi dois dias antes do Natal. Mas o homem se entregou apenas nesta terça. Em depoimento à polícia, ele afirmou que pediu para que a ex-mulher deixasse ele levar o garoto na casa de uma tia por volta das 22h.

Polícia diz que pai confessou assassinato de filho de 6 anosOs dois atravessavam a ponte da Vila Maria quando, segundo o pai, o menino pediu para subir no parapeito. Ele segurou a mão do filho e depois soltou. O menino caiu no rio. O pai não mergulhou atrás da criança nem pediu ajuda.

O corpo do menino foi encontrado boiando no rio na região da Casa Verde no último domingo. No dia do crime, o pai fugiu para São Vicente, na Baixada Santista.

No depoimento, o homem disse que não aceitava o fim do relacionamento e já tinha feito ameaças à antiga companheira.

Ele vai responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar).

Fonte: G1
O que leva alguém a matar uma criança de cinco anos de idade? Será o ciúme? Será o descontrole emocional? Será o estresse próprio de uma vida competitiva? Será um instinto de violência? É impossível acreditar que alguém maior de idade e de mente sã possa atentar contra a vida de um semelhante de tão tenra idade. O caso de Isabella Nardoni envolve todo o País, cuja população procura uma causa para o ato que lhe tirou a vida. As últimas notícias sobre o caso indicam que a Polícia indiciou o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, acusando-os de autores do bárbaro crime. Depois de 17 horas de depoimento prestado aos delegados que apuram o caso, o casal foi liberado, mas deverá ir para a cadeia na próxima terça-feira, quando a Polícia pedirá a sua prisão à Justiça, baseada nas provas técnicas – consideradas contundentes – levantadas principalmente na chamada cena do crime. Ontem de manhã, ao chegarem para escoltar o casal até a Delegacia onde prestaram o longo depoimento, os policiais notaram que Anna Carolina tremia muito e também chorava. Revelou-se hoje que a Polícia, por estratégia, ouviu primeiro o pai de Isabella e só depois tomou o depoimento de Anna Carolina Jabotá, que, assim cansada e nervosa, poderia deixar escapar alguma informação que esclarecesse mais ainda o que se passou antes, durante e depois da morte da menina. Os gritos das pessoas que se juntaram do lado de fora da casa dos pais de Alexandre e da delegacia onde prestaram depoimento podem e devem ser entendidos como os gritos da polulação brasileira, revoltada contra o crime e contra os seus autores, que, segundo a Polícia, são o pai e a madastra de Isabella. Se algum leitor deste blog – psiquiatra, psicólogo, estudante de psicologia ou qualquer outra pessoa com ou sem formação superior – tem uma opinião sobre este assunto, por favor, poste seu comentário, pois ele servirá para abrir um debate sobre o tema. Afinal, o que pode causar um crime como esse que vitimou Isabella?
http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/por-que-alguem-mata-uma-crianca-de-5-anos-responda/

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Relacionamentos


Nos relacionamentos a acomodação ou zona de conforto acontece quando a ação é substituída pela espera: "o outro tem que entender", "esse problema nem é meu, deve ser do governo". O entorpecimento aniquila pouco a pouco a capacidade de reagir e acabamos por achar normal e ficar acostumados com a intolerância, com a injustiça, com a violência, com o stress, com o desemprego, com a fome, com a corrupção, com o desamor. É como se tudo isso fizesse "parte da vida".
Poucas são as relações que fogem ao interesse e à afetividade simulada. Cada vez mais temos amizades fugazes, com data de validade restrita; as pessoas vão e vêm rapidamente, acumulando-se perdas, raramente ganhos.
Oscar Wilde acreditava que todo ser humano "é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo. Mas, ver com agrado seus êxitos exige uma natureza muito delicada."
Na correria do dia-a-dia, o urgente não tem deixado tempo para o importante. O TER não tem dado espaço para o SER. Nossos exemplos para nossos subordinados, filhos, alunos, são na maioria sobre TER: "Passe de ano que ganha uma bicicleta!"; "Atinja a meta e ganhe uma viagem!". Raramente dizemos: "Estude para se tornar um bom cidadão"; "Parabéns pela conquista da meta. Você é um profissional de muita importância para a empresa".
Tudo é esquecido muito rapidamente quando se trata das conquistas do outro. É o que Shakespeare dizia se chamar "os dentes do tempo" na comédia "Medida por medida": O tempo devora certezas, materialidades, expressões, relações e anuncia rupturas e esquecimentos...
Já dizia Confúcio (551-479 a.C.) que O homem natural é egoísta, vaidoso, soberbo e mau contra seu próximo. Mas O homem só poderá transformar a sociedade em um estado de paz se tiver
humildade - Virtude que nos dá a percepção da nossa fraqueza,
magnanimidade – é ter a alma nobre e generosa,
sinceridade – é agir sem intenção de enganar; ser franco, leal e
diligência a amabilidade – zelo pela gentileza e cortesia.
Lembre-se, nunca faça com as pessoas aquilo, que você não para você e em especial, não use a cabeça de alguém como escada.
Baseado no texto de:

Angela Cristina de Melo