psique e suas nuances

psique e suas nuances

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Efeito Mozart

Primeiro ouça a Sinfonia nº 40 de Mozart


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Pesquisa mostra que música aumenta QI

Estudo feito no Canadá examinou efeito de cursos extracurriculares em crianças de 6 anos

Alessandro Greco escreve para ‘O Estado de SP’:

A idéia de que a música aprimora a inteligência tem recebido atenção de pesquisadores e da mídia há algum tempo. Mas faltava ainda provar uma relação direta entre aulas de música e aumento de QI (quociente de inteligência). Uma pesquisa publicada este mês na revista Psychological Science, da Associação Psicológica Americana, deixa claro pela primeira vez que essa relação existe. O aumento de QI é pequeno, mas existe.

Feito por E. Glenn Schellenberg, da Universidade de Toronto em Mississauga, no Canadá, o trabalho examinou o efeito de atividades extracurriculares no desenvolvimento intelectual e social de crianças de 6 anos.


Um grupo de 144 delas foi recrutado por meio de um anúncio em um jornal local e elas foram designadas aleatoriamente para escolher entre quatro atividades para fazer durante um ano: aulas de teclado, de canto, 
de artes cênicas ou nenhuma aula.

Os resultados mostraram que o QI dos alunos que tiveram aulas de teclado e canto aumentou mais do que o dos que tiveram aulas de artes cênicas ou não tiveram nenhuma aula - os testes de QI foram aplicados antes e depois da experiência.

Também foi detectada uma diferença em um teste específico, ligado ao comportamento social, que faz parte do teste de QI. As crianças que estavam nos grupos de drama tiveram melhor desempenho do que aquelas que tiveram aulas de música.

Conclusão - Um dos fatores para o aumento do QI de todos os grupos é, segundo Schellenberg, a própria educação formal. ‘Acho que a conclusão mais importante é que para um melhor desenvolvimento cerebral é necessário, além do aprendizado formal em sala de aula, o ensino de atividades complementares’, afirma Luiz Celso Vilanova, chefe do setor de Neurologia Infantil da Universidade Federal de SP (Unifesp).

Para Schellenberg, atividades extracurriculares como música parecem ter um papel importante na aquisição de conhecimento, o que levanta uma outra questão. ‘No Brasil, as crianças ficam pouco tempo na escola. Se ficassem mais, teriam uma chance maior de fazer essas atividades extras. Elas não são um passatempo. São importantes para o desenvolvimento’, afirma o pesquisador.
(O Estado de SP, 30/8)





Quem quiser dar mais uma olhadinha no Projeto "Cinema Alemão", disponibilizei, alguns traillers da época!

sábado, 31 de agosto de 2013

Mentes Perigosas




Eles estão em todos os lugares! Assista o vídeo.

sábado, 17 de agosto de 2013

síndrome do Ninho Vazio




Definição: Síndrome

Nome feminino
1. MEDICINA conjunto bem determinado de sintomas que não caracterizam uma só doença, mas podem traduzir uma modalidade patogénica.

2. figurado conjunto de sinais ou características associados a uma situação crítica e causadores de receio ou insegurança.

O que é Síndrome:

Síndrome (do grego "syndromé", cujo significado é "reunião") é um termo bastante utilizado em Medicina e Psicologia para caracterizar o conjunto de sinais e sintomas que definem uma determinada patologia ou doença.
No sentido figurado, o termo designa um conjunto de características que, quando associadas a situações críticas, podem gerar insegurança ou medo. Por exemplo: "síndrome da violência urbana".

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Síndrome do Ninho Vazio se caracteriza pelo sentimento de solidão, vazio, tristeza, irritação e depressão sentidos pelos pais quando um filho deixa o lar, rumo a uma vida mais independente. Essa Síndrome atinge mais as mulheres e elas muitas vezes se sentem abandonadas. 

É natural em algum momento da vida os filhos saírem de casa, seja porque vão se casar, ou porque vão cursar a universidade em outra cidade ou país, etc. Isso deveria ser comemorado pelos pais, mas nem sempre isso acontece. Muitas vezes isso se torna um pesadelo. Por não conseguir lidar com isso, o sentimento de saudade acaba ganhando proporções prejudiciais à vida de quem fica.

A saudade pode virar depressão, crises de ansiedade, angústia, problema psicossomáticos que antes não existiam. A emoção pode ser transformada em dor. É comum as pessoas transferirem a tensão do estresse para o músculo, nas costas, e isso por mais que seja psicológico, causa dor. E a dor é real. 

É uma fase complicada principalmente para mulheres que passaram toda a sua vida dedicando-se exclusivamente aos filhos, quando eles vão embora, elas perdem o chão, sentem um vazio, uma perda de si mesma.



 Leia texto completo  clicando no link abaixo:


                                                  Síndrome do Ninho vazio
                                                                     




sexta-feira, 31 de maio de 2013

Transtorno da conduta e comportamento anti-social



DEFINIÇÃO:

Introdução

Certos comportamentos, como mentir e matar aula, podem ser observados no curso do desenvolvimento normal de crianças e adolescentes. Para diferenciar normalidade de psicopatologia, é importante verificar se esses comportamentos ocorrem esporadicamente e de modo isolado ou se constituem síndromes, representando um desvio do padrão de comportamento esperado para pessoas da mesma idade e sexo em determinada cultura.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vamos falar daquilo que GOSTAMOS ou não GOSTAMOS de ver no ESPELHO!


Projeções psicológicas


Quero falar sobre a projeção. Um mecanismo de defesa do sistema psicológico, que, enquanto não compreendido, nos impede de termos um profundo conhecimento de nós mesmos.
O que é a projeção?
A projeção é uma teoria criada por Freud e definida como um mecanismo de defesa psicológico, onde projetamos nossas emoções, pensamentos, sentimentos indesejáveis numa ou mais pessoas. Quando temos um pensamento "condenável", digamos assim, e não somos capazes de admiti-lo conscientemente, então, inconscientemente jogamos esses pensamentos sobre o outro e os responsabilizamos. Por exemplo, eu tomo partido de uma discussão, mas eu digo que foi a outra pessoa que tomei então eu digo esbravejo ridiculamente alguém, por alguma atitude que sou eu que estou tendo sem sequer perceber que estou projetando em outra pessoa.

Por exemplo, quando uma pessoa é preguiçosa, mas ainda não lhe está consciente essa sua preguiça, e, por medo de admiti-la, por defesa, ela projeta essa preguiça em outra pessoa, e começa a acusar o outro de preguiçosa.
Quando você acusa, tem raiva, irritação etc.. Por uma ou mais pessoas, devido a um determinado "defeito" que ela supostamente vê no outro, então, é muito provável que esteja projetando.
E é ai que atraímos para nós pessoas semelhantes. Muitos dizem que os opostos se atraem, mas a verdade é que os semelhantes se atraem.
Já falei aqui que o outro é o nosso espelho, e somos espelhos dos outros, onde refletimos nele todos os nossos defeitos e qualidades. Somos reflexos uns dos outros, e, portanto, todo aquele que se achega a nós, vem por ter semelhanças conosco.
Algumas pessoas vêm me dizer que não aguenta mais fulano, que fulano é falso, fulano é egoísta, fulano é isso e aquilo... Então eu digo: na verdade, quem é tudo isso, é você mesma!
Outras me falam: - eu só atraio gente ruim (óh, porque será?) só atraio gente falsa (óh). Sabe por quê? Porque você atrai o seu reflexo. Nós só conseguimos nos ver através de um espelho.
É através do espelho que você vê seu rosto, seu cabelo, seu corpo e etc...
Mas, assim como só conseguimos ver o nosso corpo através de um espelho, só conseguimos ver a nossa alma através do outro, que é o espelho da alma.
Quando você se olha no espelho, consegue perceber que, aquela imagem ali refletida (que é você, mas, está refletido no objeto), está ficando com rugas, cabelos brancos, ou está triste e etc...
Assim, quando você olha para o outro (que é seu espelho) você pode ver o seu reflexo. Porem, como deseja, seu inconsciente verá no outro os seus defeitos projetados, e o culpará (ou o acusará, julgará, terá raiva, ódio e etc..) do próprio defeito seu, por não ter condições de assumi-lo conscientemente. Sacou o que quis dizer?
Então a resposta do porque "só atraio gente ruim", é que na verdade, aquelas pessoas não são ruins, e sim, apareceram na sua vida como espelho para revelar a sua alma, afim de que você pode se ver por dentro. E enquanto você não tiver consciência disso, esse ciclo não irá mudar.
Portanto, pare um pouco de acusar e criticar o outro perto de você, e, olhe para você. O que é que tem dentro de você que necessitas tanto de projetar no outro? Traga para sua consciência, assuma os seus defeitos (ou qualidades), e seja quem você é. Quando mais você colocar em pratica se responsabilizar pelos SEUS defeitos, ou atos, pensamentos, sentimentos ruins e etc., menos você precisará projetar, e menos você ficará irritada com as pessoas.
Dessa forma, tudo a sua volta começará a mudar. Você vai atrair pra você, pessoas semelhantes a você. Então entenda que, essas pessoas que estão a sua volta, estão para revelar quem você é. Quanto menos você assume os SEUS problemas, mais pessoas "ruins" irão aparecer. Quanto mais você assume quem você é, reconhecendo as projeções que faz no outro como seus próprios defeitos, menos "pessoas ruins" estarão a sua volta.
A vida é fantástica. Ela nos une a pessoas que representam exatamente o que somos, para nos ensinar a crescer, a se transformar. O maior exemplo disso são os casamentos. Sabe aquele defeito que você ODEIA no seu cônjuge? Pois é, ele pertence a você!
Os relacionamentos podem melhorar quando reconhecemos que nós temos defeitos, e paramos de projeta-los no nosso parceiro (a).
Eu vivia reclamando, por exemplo, que meu marido é muito quieto. Mas na verdade, ele estava refletindo o meu oposto, pois falo demais. E com essa projeção, aprendi que devo ouvir mais e falar menos.
Então, examinem o que vocês andam projetando, reconheça que as pessoas à sua volta são espelhos para revelar o seu interior afim de que você possa evoluir.
Não existem pessoas más. Existem pessoas com qualidades e defeitos, os quais veem de acordo com a nossa projeção.
Você reconhece quem você é pelo o que você tem projetado.
(eu falo muito você? mas serve para mim também, para todos nós).
Vou deixar alguns de algumas projeções, mas peço que você tente enxergar o que você tem projetado nas pessoas.
Você está possivelmente projetando quando acusa o outro de:
- Egoísta;
- Orgulhoso;
- Falso;
- Insubordinado;
- Pecador;
- Mentiroso;
- Traidor;
- Fofoqueiro;
- Avarento;
- Metido;
- Intrometido.
Lembre-se também, que nem tudo é projeção, claro. Algumas coisas são de fato fraquezas do outro que está bem exposto. Mas não nos cabe julga-lo por isso.
A projeção é na maioria das vezes aquilo que você detesta no outro a tal ponto que te incomoda, te tira à paz, e você só fala desse assunto e etc.. Quando, porém, você vê uma fraqueza no outro, mas isso não interfere em você e não te incomoda, não é uma projeção. O incômodo vem justamente pra te "cutucar" afim de que você perceba que o que tanto te incomoda no outro, faz parte de você.
Isso também serve para as qualidades viu? Quando você vê uma pessoa que é super. Organizada, e você se sente inferior a ela por isso, e exalta essa qualidade dessa pessoa a tal ponto que te incomoda não ser igual a ela, você está projetando, e isso significa que você tem também a mesma capacidade dessa pessoa, só basta reconhecer e colocar em pratica.
A Psicologia de botequim é muito praticada por várias pessoas que infelizmente tiveram na sua grade escolar, alguma teoria da nossa área que é muito vasta. Mas lembre-se que para ser um PSICÓLOGO é necessário fazer cinco anos de Faculdade, quando saímos temos certeza de que o maior critério é ter cautela, que existem duas pessoas distintas, uma profissional no setting terapêutico com seus clientes sob sigilo profissional e a pessoa.  Lembro ainda, que para o atendimento clínico é fundamental estar embasado numa teoria ter uma supervisão. Tem curioso demais para o meu gosto.

Reconhecer suas projeções e crescer com as mesmas faz parte de uma evolução, todos fazem isso.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A relatividade entre a parentalidade e o Bebê!


A parentalidade é um termo relativamente recente, que começou a ser utilizado na literatura psicanalítica francesa a partir dos anos 60 para marcar a dimensão de processo e de construção no exercício da relação dos pais com os filhos. Apesar de as dimensões inerentes ao parentesco terem sido estudadas por outras áreas do saber, como a antropologia, a filosofia e a sociologia, é no campo da psicologia e da psicanálise que podemos encontrar uma vasta pesquisa referente aos processos psíquicos e mudanças subjetivas produzidas nos pais a partir do desejo de ter um filho.
Se fizermos uma breve retrospectiva histórica, podemos observar que nas sociedades tradicionais as relações de aliança eram estabelecidas em função do patrimônio familiar, mas a partir do século XVIII, com o discurso iluminista e com a importância do romantismo, o amor entre casais e entre pais e filhos é priorizado e as alianças conjugais passam a ser estabelecidas com base no afeto e não mais como arranjos externos, que não levavam em consideração as escolhas individuais. O amor entre pais e filhos é fortemente marcado pela noção de educação e a formação das crianças torna-se um fator importante para o desenvolvimento de um país e garantia de uma sociedade saudável.
Como assinala P. Julien (2000), a modernidade introduz uma disjunção entre o público e o privado e entre a conjugalidade e a parentalidade. Os arranjos familiares não dependem somente da parentalidade, mas sim do desejo entre casais de estabelecerem relações íntimas. Neste contexto, as relações conjugais são mantidas no espaço privado e dependem somente do desejo de cada um dos cônjuges. No entanto, quando este casal ou indivíduo decide ter filhos, o espaço público invade o espaço privado da conjugalidade, organizando as relações de parentesco e definindo as responsabilidades dos pais e do estado em relação às crianças. Como exemplo, podemos citar o caso da adoção que coloca a parentalidade submetida às regras de seleção impostas pelo poder público como uma maneira de assegurar às crianças pais adotivos "suficientemente" adequados à função. A argumentação do autor é que esta disjunção, aliada ao declínio da função paterna e a uma pluralização das referências simbólicas, coloca sobre o casal parental ou família de origem a responsabilidade de transmitir às gerações futuras os elementos fundadores de sua constituição psíquica.