psique e suas nuances

psique e suas nuances

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Depressão e a covardia moral.

A Ética do Desejo e a Covardia Moral

Carlos Eduardo Leal

Resumo

O objetivo deste trabalho é pensar como o sujeito pode se deixar subsumir pelas intempéries da vida que ocasionam a angústia. A culpa como correlato da angústia é o que leva o ser humano a ter, não um comportamento ético nas suas ações, mas sim justo o contrário que é a covardia moral. A angústia do ponto de vista clínico, pode ser um bom balizador para situarmos no mundo moderno, a ética do desejo na vida em comum.

Resumé

Cet article a le but de penser comment le sujet peut se laisser anéanti par les conditions, le plus lourdes, de la vie qui font produire l’ angoisse. La culpe comme correlatif de l’ angoisse, c’ est ce qui méne l’ être humain a avoir, pas une coduite éthique dans ses actions, mais, par contre, elle fait le sujet vivre la lâcheté moral. L’ angoisse, du point de vue clínique, peut être un baliseur de bonne qualité, pour situer dans le monde moderne, l’ éthique du désir dans la vie cotidienne.


                                                                 Tudo o que se procura, será descoberto.
                     
                                                                                                Édipo Rei - Sófocles

Encruzilhada a céu aberto

Na encruzilhada de uma decisão, frente a uma escolha sempre presente, sempre recomeçada, a vacilação do sujeito põe em causa a constelação do seu desejo. Cometa alucinado a cruzar os céus do imaginário aflitivo e pessoal de cada um, o desejo inconsciente deixa como rastro na poeira de sua cauda, a insatisfação pela sua não realização. O brilho fálico do desejo, vislumbrado na negritude do firmamento, impõe ao sujeito uma espécie de obrigatoriedade em deter o que não se captura; o infinito deslizar metonímico deste cometa-desejo.
Em sua laboriosa fantasia o neurótico sonha iludido em realizá-la. O desejo inconsciente irrompe como um clarão que parece profanar o que até então era cegueira provocada pela opacidade da própria vida. Telescópio em punho, alinhado com a aparente previsibilidade do surgimento do desejo, ledo engano pois este surge de onde o sujeito menos espera e, invariavelmente, ele é tomado pelo efeito de surpresa, ou como Freud falou sobre o caso Emma, ´a emoção do susto`.[1] A imprevisibilidade do advento do desejo é correlata à abertura na vida humana da dimensão sexual, que se traduz como uma experiência daquilo que não cessa de não se inscrever: o real traumático.
Alinhado com as esperanças nutridas através das galáxias da linguagem, o sujeito ilude-se ao pensar que poderá sair em sua vida da posição de impossibilidade - como é o caso da neurose obsessiva - ou da posição de insatisfação - como é o caso da histeria - bastando para isto que ele realize e satisfaça o seu desejo. A esperança aqui se traduz em temor pela incerteza diante do futuro. A promessa de felicidade aparece como o sol que surge no horizonte das incertezas depois de uma noite de trevas. Só que na noite, tinha-se muitas estrelas e não se sabia qual seguir. Agora, durante o luzeiro, apenas uma para projetar a esperança porém, com a condição de não olharmos para ela, ou melhor dizendo, para ele, o sol.  Esta parece ser a fonte dos enganos na vida do homem comum. Manter a esperança sobre algo que na verdade ele jamais poderá olhá-la de frente sob a pena da cegueira, tal como Édipo, Creonte e outros que ousaram saber toda a verdade.
Na encruzilhada de uma decisão, atualmente apela-se aos astros com a falsa esperança de evitar o encontro com a tragédia do desejo. No mapa astral, pode-se olhar os astros sem o temor de que sejam por eles cegados. Porém, a verdadeira cegueira advém através do encobrimento da palavra que ao privilegiar o destino, retira do sujeito a responsabilidade sobre o seu desejo. Quando entregamos ao Outro o fardo da nossa causa é bem provável que encontremos o alívio, com um preço a pagar por isto que é o de não termos acesso à verdade.[2]
O desejo não pode se consumar numa tragédia. A dimensão trágica é quando dele não queremos saber e supomos que poderemos viver nesta insciência. O alerta dado pelo inconsciente tem a serventia para que possamos dele desfrutar e não para que fiquemos atrelados à um usufruto, este gozo de puro sofrimento.
O analista é aquele que vive o presente no passado e traz o passado para o presente. Tal como as estrelas, cujo brilho que nos chega de um passado longínquo atualizado no presente. O céu do analisante é seu inconsciente onde existem alguns buracos negros através dos quais até a luz é puxada para dentro. Dentro desta alegoria espacial, podemos também dizer que a interpretação analítica é um verdadeiro meteoro cuja cauda deixa rastros na vida do sujeito. Ou ainda, que a interpretação é uma estrela cadente que por sua velocidade e clarão impostos, não dá chance ao sujeito de fazer um pedido como se faz popularmente, enfim, de fazer uma demanda.
A interpretação não visa à demanda, mas sim ao desejo. A interpretação faz furo no céu do desejo inconsciente. A interpretação abre um real de espanto onde o sujeito pode ver uma constelação de pensamentos que apesar de serem dele, não se sabia da sua existência. A análise produz dia, luz, clarão radiante onde tudo era noite sombria na vida do analisando.
Mas a análise traz também em seu bojo, a noite e suas sombras quando o brilho excessivo do real acaba por produzir uma cegueira insuportável. A análise produz a sucessão dos dias – travessia - reproduzindo a vida dentro da vida, a morte dentro da morte, mas também a vida dentro da morte e seu reverso, isto é, a morte no interior da vida.
A análise permite a abertura do céu do inconsciente para o próprio analisante. O descortinar de um véu, produz a possibilidade de um percurso nunca antes transcorrido. Percurso difícil onde por vezes parece um céu infinito noutras um dia claro e em outras ocasiões, parece não haver caminho possível  para se trilhar. Deste lugar sem saída, desta posição de desterramento insuportável tal como um fora de casa, fora de seu ethos, surge a dimensão de algo que não engana: a angústia.


"É necessário para ser feliz você suportar uma anormalidade. Uma anormalidade é aquilo que nos destaca do grupo. E suportar o destaque 'non facile'. Por isso que eu insisto que o problema na vida é a inteligência, a beleza, é o charme... São todas as coisas boas. Porque todas as merdas são solidárias" (Jorge Forbes) 


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Você lê, ouve, tem paciência?

O que o filósofo Leandro Karnal, diz a respeito da nossa escuta e de quem somos nós, porque precisamos de tantos personagens? Não escutamos e não temos sexo...
Quanto mais falamos, menos ouvimos, somos menos brilhante estamos tão ocupados com o mundo virtual que deixamos o mundo real de lado, são fotos, viagens, sorrisos...
Somos apenas cascas, deixamos de ser apenas humanos...
Dizemos muito, comemos muito, viajamos, fotografamos, namoramos, multiplicamos... Ufa...
Quem somos nós!!!

Viva, pelo amor a você mesmo!!!

O vídeo está ao lado também!!! Espero que gostem...

Psicóloga Sônia Furlanetto.






quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Hoje é 10 de Setembro dia mundial de Combate ao Suicídio. Eu me importo com você...

Suicídio: conversa para quebrar o tabu

Kzuka / Clic RBS - 20/09/2103
GUSTAVO B. ROCK
Conversar talvez seja a melhor maneira de expulsar esse problema gigante que pode estar na nossa frente, mas fingimos não enxergar
Por diversas razões o assunto suicídio continua sendo tabu, vindo à tona somente quando ocorrem casos envolvendo pessoas famosas – como a morte do baixista Champignon (Charlie Brown Jr) este mês – ou anualmente em 10 de setembro, o Dia Mundial de Combate ao Suicídio. Mas é preciso falar.
A taxa de suicídios vem crescendo a cada ano no Brasil. De 1990 a 2010, o número de casos envolvendo jovens entre 15 e 24 anos aumentou 60% de acordo com o Datasus do Ministério da Saúde. O assunto é delicado como um elefante numa loja de cristais, mas não pode ser ignorado.
- É um fenômeno complexo, no sentido de que temos causas previsíveis e imprevisíveis, ou seja, não temos controle de todas as variáveis, são vários elementos que interferem no processo – diz o psicoterapeuta Carlos D’Oliveira, coordenador da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio (Rebraps).
O problema é muito relacionado a transtornos mentais, como depressão e esquizofrenia, e pode se agravar quando o paciente ainda abusa de álcool e drogas. Outro vilão é a falta de informações.
Petra Costa tinha apenas sete anos quando a irmã mais velha, Elena, tirou a própria vida. Agora, mais de 20 anos depois, lançou um documentário, que leva o mesmo nome da irmã, para tentar entender o que se passava com Elena, além de promover o diálogo sobre o assunto.
– Já se fala muito em depressão, bipolaridade, mas não sobre suicídio. Os jovens recebem muito pouco apoio para falar sobre suas dúvidas existenciais. Mas acho também que faltam políticas públicas para tratar desses assuntos em escolas e universidades – conta a atriz e diretora.
Quanto mais o assunto ficar escondido atrás de tabus, há menos possibilidade de troca de informações que podem salvar vidas.
Petra, que antes costumava falar abertamente sobre a morte da irmã apenas com a mãe, tem compartilhado sua experiência na esperança de ajudar outras Elenas. Para D’Oliveira, a falta de diálogo pode levar o potencial suicida a acreditar que a sociedade jamais entenderá seus problemas.
ATENÇÃO AOS DETALHES
Não é fácil identificar alguém que esteja pensando em cometer suicídio, pois os sinais muitas vezes são confusos. Dependendo do contexto, falta de perspectivas, dificuldade de comunicação e isolamento – querer ficar sozinho ou ser desprezado por grupos sociais – são alguns fatores que podem levar o sujeito ao limite.
É preciso estar atento quando alguém faz menção ao assunto. Ao contrário do que muitos acreditam, perguntar se a pessoa está pensando realmente em suicídio não faz, necessariamente, ela decidir seguir esse caminho.
– Não se pode desvalorizar essa informação. É um momento que exige cuidados, algum tipo de atendimento. O maior problema é com aquele que já tentou fazer isso antes, pois é grande o risco de fazer uma segunda tentativa – explica o psicoterapeuta Carlos D’Oliveira.
SAÚDE PÚBLICA
O psicoterapeuta Carlos D’Oliveira acredita que essa é uma questão de saúde pública e que o governo precisa definir isso para ajudar as famílias nos processos de atenção, assistência e acompanhamento.
– No país, existe uma fragilidade dos sistemas de atendimento, o acesso a informações é bastante difícil e a pessoa logo acha que não existe uma resposta para o seu sofrimento – explica ele.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos suicídios poderiam ser evitados se, no trabalho preventivo, fosse oferecida ajuda a tempo.
– Elaborar uma estratégia nacional de prevenção é um trabalho árduo, que temos que fazer constantemente, e a participação da sociedade é essencial. Estou convencido de que nos Estados Unidos o tema consegue recursos específicos porque a sociedade participou e influenciou bastante para levar o tema ao Congresso – diz D’Oliveira, que também atua como voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV).
A diretora de cinema Petra Costa planeja a criação do Instituto Elena, com o objetivo de promover debates relacionados ao assunto.
- Com o filme, trabalhamos para mobilizar as pessoas em relação a temas como saúde mental, juventude, condição feminina. Nós fizemos uma parceria com o Instituto Vitalere, em São Paulo, que está tentando formar profissionais para dar apoio a quem pensa em se suicidar e a sobreviventes. A ideia é potencializar esse trabalho de ressignificar dor e sofrimento e transformar em potência e força – diz.
O CVV oferece apoio 24 horas pelo telefone 141 e pelo site.

Todos os direitos autorais, estão descritos nos links expostos a seguir. 

Conselho Regional de Psicologia, de Quem é problema?
 Texto original, neste link:Link original deste texto.

Leia também: Notícias do Maranhão.


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Eu me importo com você.
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Recomendações

                                                         Trailer oficial do filme Elena:










segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Setembro Amarelo. Não se mate, eu acredito em você. A prevenção ao suicídio!




A morte por suicídio ocupa a terceira posição entre as causas mais freqüentes de falecimento na população de 14 a 44 anos em alguns países. Estima-se que as tentativas sejam 20 vezes mais freqüentes que os suicídios consumados. Os homens cometem mais suicídio, e as mulheres fazem mais tentativas. Os transtornos mentais estão associados com cerca de 90 por cento dos casos de suicídio, sendo de maior incidência os transtornos do humor, relacionados a substâncias, da personalidade e esquizofrênicos. Histórias de violência física e/ou sexual, negligência, rejeição e luto são eventos adversos de vida muito associados ao suicídio. Os eventos precipitadores do comportamento suicida mais comuns são a existência de graves conflitos relacionais e perdas interpessoais significativas. A decisão de tirar a própria vida é, em muitos casos, tomada pouco tempo antes da tentativa, sugerindo impulsividade. Há evidências de que a restrição do acesso a métodos letais diminui a incidência de suicídio.(AU).

Acesse site:


Neste livro escrevo sobre uma experiência que faz parte de meu dia-a-dia, tanto no hospital universitário quanto no consultório: atender pacientes em crise suicida. Com isso, espero que a sistematização dessa experiência, no formato de um livro, possa contribuir para o aprimoramento da clínica. Faço, também, um apanhado dos percursos e desafios dos quais participei numa área onde se dão, no Brasil, os primeiros passos: a prevenção do suicídio.
A temática do suicídio está aberta a diferentes visões e a várias ciências. Devido à sua natureza dilemática, complexa e multidimensional, não há uma maneira única de olhar ou abordar o problema. O referencial teórico aqui apresentado, eclético, visa incentivar o leitor a refletir e a eleger o que mais se adéqua à sua prática e à condição única de seu paciente.
 A crise pode ser tão dolorosa, quanto potencialmente útil, variando com a gravidade daquilo que ela afeta ou põe em causa. O significado de um acontecimento, de uma situação inesperada, precisa ser encontrado e integrado na história do sujeito, incorporando-se a uma nova perspectiva de vida.
A crise pode levar ao colapso existencial, com vivências de angústia e desamparo, de incapacidade e esgotamento, de falta de perspectiva de solução, um não encontrar saída. Se ultrapassar a capacidade pessoal de reação e de adaptação, pode aumentar a vulnerabilidade para o suicídio, que passa a ser visto como solução única para uma situação insuportável.
A palavra suicídio é conhecida desde o século XVII. As várias definições de suicídio costumam conter uma ideia central, mais evidente, ligada ao ato de terminar com a própria vida, juntamente com ideias periféricas, menos evidentes, relacionadas à motivação, à intencionalidade e à letalidade.
Na crise suicida há a exacerbação de uma doença mental existente, ou a turbulência emocional que, sucedendo a um acontecimento doloroso, é vivenciada como um colapso existencial. Ambas as situações provocam dor psíquica intolerável e, em consequência pode surgir o desejo de interrompê-la por meio da cessação do viver.
A capacidade do paciente de manter o controle sobre sua vida torna-se nula ou muito reduzida. É assim que vem, ou geralmente é trazido, ao psiquiatra. Então, é esse profissional quem deve assumir, temporariamente, o controle da crise, valendo-se de vários recursos: acolhe o paciente e o mantém em segurança, convoca e orienta a família, indica uma internação hospitalar ou domiciliar, prescreve psicofármacos, encaminha ou já inicia uma psicoterapia de crise, bem como ativa outras fontes de apoio.
Trechos do capítulo Magnitude
Nos últimos sessenta anos, os índices de suicídio vieram aumentando, até que decresceram a partir de meados da década de 1990. Entre os anos de 2000 e 2012, dentre os 172 países que enviam seus dados sobre suicídio para a Organização Mundial da Saúde (OMS), em apenas 29 (17%), observou-se elevação de tais índices.
No Brasil, o coeficiente médio de mortalidade por suicídio foi de 5,8 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2012, segundo estimativa da OMS.
Um coeficiente nacional de mortalidade por suicídio é uma média. Por isso, deixa de revelar as importantes variações segundo regiões geográficas e grupos humanos. Estudos epidemiológicos realizados nas duas últimas décadas mostram taxas mais elevadas nas regiões Sul e Centro-Oeste, em cidades de pequeno e de médio porte populacional, em homens, em idosos e em indígenas.
O coeficiente de mortalidade por suicídio no Brasil pode ser considerado relativamente baixo, quando comparado ao de outros países. A despeito disso, por sermos um país populoso, ocupamos o oitavo lugar entre os que registram os maiores números de mortes por suicídios. Em 2012 houve 11.821 suicídios oficialmente registrados no país, o que representa, em média, 32 mortes por dia.
Trecho do capítulo Entendimentos
Um modelo de entendimento da suscetibilidade ao suicídio inclui a participação de uma propensão biológica, movida pela genética, combinada a fatores ambientais. Alguns componentes desse modelo têm sido objeto de intensa investigação científica: traços impulsivo/agressivos, experiências traumáticas na infância (notadamente privação materna e abuso físico), desamparo, pessimismo, carência de apoio social, rigidez cognitiva, prejuízo na capacidade de solução de problemas e acesso a meios letais.
Um transtorno psiquiátrico, dentre os quais se destaca a depressão, está presente em mais de 90% dos casos de suicídio, de acordo com estudos retrospectivos realizados nos Estados Unidos e Europa. Ambos, depressão e suicídio, podem ocorrer como resposta anormal a acontecimentos estressantes.
Edwin Shneidman, psicólogo norte-americano, é considerado o pai da Suicidologia. Baseando-se tanto em um referencial psicodinâmico quanto cognitivo, cunhou o neologismo psychache (dor da alma, dor psíquica) para denominar o estado de alguém que esteja prestes a se matar. Trata-se de uma dor intolerável, vivenciada como uma turbulência emocional interminável, uma sensação angustiante de estar preso em si mesmo, sem encontrar saída.
Nessa condição, a combinação de desespero e desesperança leva à necessidade de um alívio rápido: cessação da consciência para interromper a dor psíquica. Na crise suicida, o estado de construção cognitiva não permite um leque de opções de ação para enfrentar os problemas.
Se de início a ideia de se matar parece alheia e perigosa, causando ansiedade, aos poucos, pode adquirir estrutura autônoma e tranquilizadora (alívio de tensão) e passa a ser tolerada e bem-vinda. A situação agrava-se dramaticamente quando a pessoa tem pouca flexibilidade para enfrentar adversidades e propensão à impulsividade.

Valorize a sua vida, eu me importo com você.
Procure ajuda profissional.
Psicóloga Sônia Furlanetto.



trecho retirado do site: rebraps/

Aqui. Usp: REVISTA.

 C.V.V.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Parcerias!



Nas parcerias afetivas, o equilíbrio é fundamental para a harmonia desse relacionamento. Mas, como estar equilibrado num relacionamento! Bem, é evidente que a primeira coisa é estar bem com a gente mesmo, para estarmos disponível para nos relacionarmos com as pessoas e termos em vista que a paixão e amor é um sentimento que se desenvolve em bases sólidas e não baseados em fantasias ou nas expectativas que nós criamos acerca das nossas parcerias. Que as expectativas geradas por outrem é problema dele e não nossa e que nós, não podemos caber nela, o que o outro criou através da imaginação é tão efêmero, tão imaginário que nem ele poderia atingir, seria como desejar ver Deus nesse momento, ou ter como parceiro O Super-Homem, ou A Cinderela, que são personagens fictícios de contos de fadas é mais ou menos isso que ocorre quando uma pessoa nos diz, mas não foi isso que eu esperava de você, ou então, eu achava que você fosse diferente... Bem gente, isso faz parte do enamoramento, daquele processo em que nós estávamos ali para mostrarmos o melhor de nós para o outro e não foi uma mentira, apenas mostramos o que temos de melhor, o outro imagina o que quer e esse problema não é nosso. Mas daí muitas pessoas embarcam nessa, de tentar suprir as necessidades da pessoa que ama, e me lembro de muito bem de culturas populares que uma pessoa pode se quiser destruir outra e não é bem, mas na tentativa de serem o mantenedor do relacionamento, muitas pessoas gastam o que não tem e perdem o norte delas mesmas, inclusive rompendo com famílias por uma paixão. Pessoas assim são possessivas e seus relacionamentos são doentios.
- Faça terapia.
- Você não vai conseguir entrar na fantasia do outro.
- O outro vai embora e certamente, precisará de terapia, mas não fará.

- Se trate, fique bem.

sábado, 4 de julho de 2015

Psicoterapia e Preconceito.

O preconceito existe e ainda vai existir por muitos anos. A psicologia é uma área relativamente nova, em desenvolvimento e que vai ganhando força a cada ano. Existem alguns mitos que rondam o psicólogo e o processo terapêutico em si, como por exemplo, psicólogos não tem problemas, a terapia é eterna, o psicólogo lê mentes, entre outros…
Vamos conversar neste texto sobre estas questões e desmistificar o psicólogo e sua forma de trabalho.
Um Psicólogo não têm problemas: Existe uma grande desinformação sobre qual é o papel do psicólogo. Creio que ainda somos vistos como “pessoas que ajudam os outros a resolverem seus problemas”, ou seja, pessoas que possuem soluções para tudo. Sendo assim, porque nós teríamos algum problema?
Fique tranquilo, possuímos problemas e dificuldades, indecisões assim como vocês faz parte da condição humana, nós também precisamos de psicólogos!
- Psicólogos podem receitar medicamentos.

Não. Muitos psicólogos possuem um vasto conhecimento médico/farmacêutico, mas que pode ser utilizado apenas como um suporte as questões trazidas pelo paciente, afinal, a partir da medicação tomada pelo paciente o psicólogo consegue compreender alguns sintomas relatados e perceber qual a melhor hora de encaminhar para outro profissional, buscando um atendimento multidisciplinar.

– Somente, pessoas com problemas procuram por terapia?


Com toda certeza não!  Mas, partindo do pensamento de que todos nós temos problemas, questões a serem trabalhadas e melhoradas, poderíamos dizer que as pessoas que buscam terapia possuem pontos que possam ser desenvolvidos. Muitas vezes sua vida está boa, mas você quer deixa-la melhor…
Que tal procurar um psicólogo? Sempre, recomento que seja por indicação de um médico conhecido ou de um Psicólogo amigo, caso você conheça um Psicólogo e seja seu amigo, ele não lhe atenderá, a menos que seja em caso de calamidade pública. (Código de ética do Psicólogo)

 - A terapia dura para o resto da vida.
Temos a impressão de que a terapia é algo eterno ou no mínimo, algo que vai demorar certo tempo para surtir algum efeito. Tudo depende do seu envolvimento, sua resiliência e o quão suas questões estão “cristalizadas” (conceito da fenomenologia).


Quanto mais vontade de mudança você demonstrar, mais aberto a mudanças você for, mais rápido o seu processo terapêutico chegará a um resultado positivo.
 - O psicólogo lê mentes?

Ao contrário, do que somos esperados por muitas pessoas, nós não lemos mentes. Talvez pelo fato de estarmos bem familiarizados com os sintomas causados pelos transtornos psicológicos, acabamos relatando exatamente o que o paciente está sentindo, e assim, passamos esta impressão.
O que chamam de leitura de mente, nós chamamos de anos e anos de estudo e dedicação.
- Crianças não devem “passar” no psicólogo
Pelo contrário, se seu filho sobrinho, vizinho está apresentando alguma dificuldade, seja ela cognitiva, social ou afetiva indique que o responsável procure um psicólogo. Muitas crianças apresentam questões que precisam ser trabalhadas e fortalecidas, o psicólogo irá ajudar da forma mais adequada.

- O psicólogo apenas vai me ouvir?
Uma das técnicas utilizadas no processo terapêutico é a da escuta, afinal, necessitamos ter informações para podermos trabalhar da melhor maneira possível. Existem psicólogos que intervêm mais e psicólogos que intervêm menos durante uma sessão, mas tudo varia de profissional para profissional, de abordagem para abordagem.
 - Foram ao psicólogo, que trabalha com oráculos para adivinhação.
A psicologia não utiliza destas técnicas místicas, que rapidamente preveem o seu futuro e te dão soluções para o seu problema. O processo terapêutico é um processo sério e que demanda esforço de ambos os lados, paciente-terapeuta.
Utilize o dinheiro que seria investido nestas soluções mágicas para começar uma terapia, talvez você perceba que este “amor perdido” não era a pessoa certa para você e que você pode ser feliz vivendo de outra forma. É crime, caso ocorra com você denuncie para o Conselho Regional de Psicologia.
Espero que eu tenha ajudado você a encarar a terapia de outra forma, se você acha que faltou abordar algum mito, alguma dúvida sobre o processo terapêutico deixe nos comentários abaixo e irei respondê-las em um texto futuro, trazendo mais mitos sobre a psicologia.
Essas questões são geralmente levantadas por acadêmicos em Psicologia, mas vale ressaltar, que multas pessoas têm certas crenças referentes à área da Psicologia.

Observação:
Quanto à escolha do Profissional: Primeiro, é importante você saber quem é o profissional que irá atendê-lo, se ele é credenciado no CRP. Não está sofrendo nenhuma sansão ética.
A segunda etapa é se você confia no profissional que irá atendê-lo; Psicólogos não atendem amigos, parentes, colegas.
A última delas recorre a questões éticas graves, o profissional podendo ficar inapto a exercer a sua profissão.
Psicólogos não receitam florais, não trabalham com acupuntura, não leem tarô, não usam nenhum desses artifícios no setting terapêutico.

Psicólogos geralmente não têm símbolos religiosos nas salas de atendimento.

Psicóloga Sônia Furlanetto.