psique e suas nuances

psique e suas nuances

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Gravidez na Adolescencia

Gravidez na Adolescência

“Crise significa um período temporário de desorganização, precipitado por mudanças internas ou externas. Pode-se afirmar que tanto a adolescência quanto a gravidez são uma crise. A primeira necessária e imprescindível para o crescimento do indivíduo enquanto ser humano; já a segunda, é uma opção, pode-se escolher o momento de viver a gravidez.”

A adolescência caracteriza-se por grandes questões, como: a busca por uma identidade que possibilite a passagem da fase infantil para a adulta, a explosão de novas sensações corporais, a afirmação da escolha sexual, o ingresso da vida profissional, a problemática da dependência dos pais… Acrescer a estas questões um grande mudança de identidade, uma transição existencial como é a gravidez, torna a situação bastante complexa.

O envolvimento de pais e amigos é inevitável. A gravidez na adolescência abrange uma rede de relações e preceitos sociais, portanto, é uma crise sistêmica.

Mas como comportaram-se os atores deste cenário?

A Sociedade

Apesar da sociedade ter criado tantos meios de informação sobre sexo, é elevado o número de adolescentes que engravidam. A maioria dos pais preferem educar seus filhos sobre a sexualidade como foram educados, com repressão e silêncio. Acreditam que se falarem abertamente sobre o assunto, podem despertar o adolescente precocemente para a vida sexual.

Atualmente, a gravidez na adolescência não é mais sinônimo de tragédia, mas de muitos problemas. As famílias e os adolescentes convivem neste momento com os “fantasmas” do aborto e do casamento, carregados de todos os valores sociais que os cercam. Implicações financeiras e morais, desejos frustados com relação aos filhos, novas responsabilidades… Tudo ao mesmo tempo!

O Jovem

Tanto para moça como para o rapaz, a gravidez precoce é um acontecimento desestabilizador. Assumir a maternidade e a paternidade implica em condições emocionais, físicas e econômicas, para as quais eles não estão preparados. É angustiante a perspectiva de que suas vidas serão modificadas por completo.

Na gravidez, a mulher tem a oportunidade de repensar a própria infância e estriar um novo papel existencial. Para uma adolescente em processo torna-se confuso, pois ela ainda transita na infância e não tem uma identidade elaborada. A dependência da relação com à mãe ainda é muito forte, não permitindo que ela mesma encarne essa função com tranqüilidade e discernimento.

Apoio e responsabilidade

A maneira mais saudável para orientar a vida sexual dos adolescentes seria que os pais tivessem liberdade consigo próprios para poder informar e ouvir os filhos, e que desde cedo educassem a criança para responsabilizar-se por suas ações.

É importante que a família apoie, analise a situação e pense junto o que fazer diante da gravidez precoce. Que sejam estabelecidos os limites e responsabilidades de cada um, para possibilitar uma situação com menos conflitos e mais aprendizado.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pânico



Instinto na Idade de Razão
Os animais possuem uma variedade de respostas de orientação e defesa que lhes permitem responder automaticamente diante de situações potencialmente perigosas diferentes, de forma rápida e fluida. As sensações que envolvem fuga são profundamente diferentes daquelas de congelamento ou colapso.
Estou de acordo com Beck quando diz que o pânico e a ansiedade pós-traumática tem em comum "a experiência de medo com a percepção de inescapabilidade." Eu percebi com meus pacientes, e depois confirmei pela análise etologica dos comportamentos da presa do predador, que a experiência singular de ansiedade traumática de pânico que Beck menciona só acontece onde as respostas defensivas normalmente variadas e ativas foram mal-sucedidas, isso é, quando uma situação é perigosa e inevitável. A ansiedade, na forma de pânico patológico (algo distinto da ansiedade como sinal), representa o fracasso profundo das estruturas defensivas inatas do organismo em mobilizar o indivíduo permitindo que escape das situações ameaçadoras de forma ativa e bem sucedida.
Onde a fuga é possível, o organismo responde com um padrão ativo e positivo de resposta. Tem a experiência contínua de perigo, corrida, e fuga. Quando, em um estado ativado, a fuga é completada, não há ansiedade. Em lugar disso é experimentado um senso fluido de "competência biológica".
Onde os comportamentos defensivos são mal-sucedidos, a ansiedade é gerada. É quando as formas ativas de resposta defensiva são abortadas e incompletas que o estado de ansiedade aparece.
Sob a etiqueta monolítica de "ansiedade" se camuflou uma riqueza de sensações incompletas e identificáveis, de respostas somáticas e sentimentos corporais variados. Estas experiências do corpo representam a resposta do indivíduo moldada pela experiência passada, mas também pelo seu "potencial genético", na forma de respostas defensivas irrealizadas. O reconhecimento de que a orientação instintiva e os comportamentos defensivos são padrões motores organizados, quer dizer, atos motores preparados (condicionados de forma inata), ajuda a devolver o corpo à cabeça. A ansiedade deriva do fracasso em completar atos motores.
No final das contas, temos apenas um medo, o de não poder lidar com aquilo que nos assusta, o da nossa própria incapacidade de dar conta. Sem respostas ativas e defensivas disponíveis não podemos lidar efetivamente com perigo e, nessa medida, ficamos ansiosos.

O impulso de correr é experimentado como sentimento de perigo, enquanto a corrida bem sucedida é experimentada como fuga (e não ansiedade!).
A palavra fear vem do termo inglês arcaico para perigo, enquanto ansioso deriva da raiz grega ânsia, significando pressionar, apertado ou estrangular. Nossa fisiologia e psique são constritas precipitadamente na ansiedade. A resposta se restringe à fuga desesperada, o contra-ataque furioso, ou gelar-se e desmoronar.

Em resumo, quando a orientação normal e os recursos de fuga defensiva não conseguem solucionar a situação, a vida mantém o equilíbrio com a fuga não-dirigida, a fúria ou o colapso. Raiva e terror-pânico são estados emocionais secundários da ansiedade que são evocados quando os processos de orientação preparatória do perigo, sentimentos de orientação e preparação para fugir não são bem sucedidos, quando são bloqueados ou inibidos. Esta "contrariedade" resulta em congelamento e ansiedade-pânico.

Imobilidade e congelamento tônicos.
A ansiedade foi freqüentemente associada à fisiologia e experiência da fuga. A análise dos comportamentos de angústia em animais sugere que isto possa estar totalmente errado. A etologia (o estudo dos animais no seu ambiente natural) é contraria a visão da fuga como raiz da angústia-ansiedade. Quando atacado por uma chita nas planícies africanas, um antílope tentará primeiro escapar pela corrida orientada e dirigida. Porém, se o animal fugindo é encurralado de forma que a fuga é muito dificultada, poderá correr cegamente, sem uma orientação dirigida, ou tentar lutar de modo selvagem e desesperado contra as enormes desvantagens. No momento de contato físico, freqüentemente antes de o dano ser infligido de fato, o antílope parece morrer abruptamente. Não só parece morto, mas sua fisiologia autonômica sofre uma extensa alteração e reorganização. O antílope está na realidade altamente ativado interiormente, embora o movimento externo seja quase inexistente. Animais de presa são imobilizados dentro um contínuo (cataléptico-catatônico) padrão sustentado de atividade neuromuscular e alta atividade autonômica e de onda cerebral. As respostas simpática e parassimpática também são ativadas simultaneamente, como um freio e um acelerador, trabalhando uma contra a outra.
Na imobilidade tônica, um animal está ou no endurecimento congelado pela alta contração dos grupos musculares agonistas e antagonistas, ou num estado muscular continuamente equilibrado, hipnótico, que é chamado "flexibilidade ondulada." Neste estado as posições do corpo podem ser moldadas como no barro, como é visto em esquizofrênicos catatônicos. Também há um entorpecimento analgésico.
Neste estado o paciente pode descrever muitos de estes comportamentos tal como lhe acontecem. Porém, ele não está ciente das sensações físicas e sim do seu julgamento crítico autodepreciativo a respeito das sensações. É como se fosse necessário achar alguma explicação para as forças profundamente desorganizadoras que estão por baixo da própria inadequação percebida. O psicólogo Paul G. Zimbardo chegou a propor que a maioria das doenças mentais não representam um prejuízo cognitivo, mas uma (tentativa de) interpretação dos estados internos descontínuos ou “inexplicáveis”. A imobilidade tônica, a raiva assassina, e a fuga não dirigida são exemplo desses estados.

A imobilidade tônica demonstra que a ansiedade pode tanto autoprotetora como autodebilitante.
Luta, fuga e imobilidade são respostas adaptativas.
Quando a resposta de luta ou fuga é apropriada, congelar será relativamente maladaptativo. Quando congelar é apropriado, tentar fugir ou lutar pode ser maladaptativo. Biologicamente, a imobilidade é uma estratégia adaptativa potente quando a fuga ativa é impedida. Porém, quando se torna um padrão de resposta preferido em geral nas situações de ativação, é profundamente debilitante. A imobilidade é a experiência incapacitante e cristalizada da ansiedade e do pânico traumático. Porém, por baixo da resposta congelada estão a luta ou a fuga, e outras preparações de defesa e orientação que estavam ativadas antes do congelamento. Desmontar a ansiedade é possível na medida em que se restabelecem as respostas ocultas de luta ou fuga, e as outras respostas ativas de defesa que acontecem precisamente no momento antes da fuga ser impedida.

A chave no tratamento das reações de ansiedade e estresse pós-traumático é a princípio bastante simples: desacoplar a resposta de congelamento, normalmente aguda e limitada no tempo, da reativação de medo. Isto é realizado restabelecendo as respostas defensivas e de orientação pré-traumáticas progressivamente, as respostas que estavam em execução justo antes do inicio da imobilidade.
Na prática há muitas estratégias que podem ser utilizadas para realizar isto. O que as unifica é que elas são todas usadas na intenção de desestruturar a resposta de ansiedade restabelecendo recursos defensivos e de orientação. As necessidades e recursos de cada indivíduo estimulam uma solução única, criativa e adaptativa.



Sinergia que ativa o pânico:

• Os teóricos cognitivos acreditam que a distorção na avaliação cognitiva da situação e um elemento determinante nas reações de ansiedade.

• Para eles, a ansiedade é um sinal de perigo, que ativa os comportamentos defensivos necessários. Visão de cima para baixo, a cabeça decide o comportamento.)

• Soluções biológicas para O organismo responde de forma
situações de perigo imediata, precisa e diferenciada.

• A percepção do perigo e a avaliação da própria capacidade de responder são processos inconscientes.

• Os comportamentos defensivos são padrões motores organizados, atos motores preparados.

• Luta ou fuga resposta ativa senso de competência biológica
Impulso de correr..............experimentado como medo.
Corrida bem sucedida.........experimentado como fuga.

• Defesa impossível
 congelamento temporário (ativação simultânea dos ramos simpático e parassimpático).
 congelamento permanente. Ansiedade (respostas incompletas ou abortadas).

• Ansiedade
atividade desorganizada de fuga não dirigida.
atividade desorganizada de contra-ataque furioso.
congelamento (ativação simpática e parassimpática simultânea,
entorpecimento analgésico, endurecimento ou flexibilidade ondulada)

• Em estado de ansiedade não há consciência das sensações, mas do juízo crítico a respeito delas: tentativa de encontrar sentido no estado interno descontinuo, desorganizado e inexplicável.

• Proposta terapêutica: desacoplar o congelamento da ativação. Por baixo do congelamento estão a luta, a fuga e as outras respostas de orientação defensivas que estavam em execução antes de congelar.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Falhas femininas no mercado de trabalho





Uma pesquisa, intitulada A mulher e o Mercado de Trabalho e idealizada pela Catho Consultoria em RH, apontou que as piores falhas profissionais atribuídas às mulheres são insegurança e hipersensibilidade a situações e pessoas. O estudo foi realizado com mais de 100 mil executivos de São Paulo.

Para 49,92% dos entrevistados, o ponto positivo das mulheres está na melhor capacidade de comunicação. A pesquisa revelou que elas não costumam usar vícios de linguagem e conseguem manter as pessoas mais sintonizadas enquanto falam. Outra característica avaliada foi valorizar mais os subordinados quando em posições de chefia, apontada por 31,11% como sendo a principal característica do estilo de liderança das mulheres.

Segundo Norberto Chadad, coordenador da pesquisa, a análise da posição da mulher no mercado de trabalho é completa:

– É uma grande satisfação poder compartilhar estes resultados e mostrar que o dito "sexo frágil" há muito deixou de ser apenas a sombra de seu par masculino, mas que hoje ocupa posições, recebe promoções e compete de igual para igual – afirma.

O consultor organizacional Ricardo Piovan, autor do livro Resiliência - como superar pressões e adversidades no trabalho, afirma que algumas características femininas contribuem intensamente na aplicação da resiliência no ambiente corporativo:

– Uma delas é a flexibilidade. As mulheres são muito mais flexíveis que os homens, elas se moldam perante as pressões e adversidades, possibilitando uma outra visão para superar os problemas do trabalho. Neste momento, aparece outra habilidade inerente da mulher que é a criatividade. Uma vez permitido ser flexível, posso criar formas que não foram pensadas para resolução de problemas, conflitos ou pressões, isto é, formas inovadoras para superar qualquer obstáculo – ilustra.


Ricardo Piovan dá, ainda, uma sugestão para mulheres que estejam encontrando dificuldades em controlar a sensibilidade no local de trabalho:


– Vistam suas máscaras temporariamente. Quando estiver com raiva do chefe por algo que ele fez, se acessar este estado pode ter problemas de relacionamento - e a corda pode estourar para o mais fraco. Então vista uma máscara temporária demonstrando que está dominando a situação e não perdendo o controle. Mas cuidado, ficar neste estado de máscara o tempo todo traz sofrimento, pois você não está sendo você, portanto, após o término da crise seja autêntica com o seu chefe, aplicando-lhe um feedback falando tudo que você sentiu quando ele teve aquele comportamento. Note que, fora da crise é muito mais fácil ser compreendida por este chefe despreparado – ensina.

(O Globo)

Puberdade





O que é a puberdade?

A puberdade é um período que ocorre mudanças biológicas e fisiológicas, é neste período que o corpo torna-se maduro e os “adolescentes” ficam capacitados para gerar filhos. Ela não deve ser confundida como sinônimo da adolescência, visto que a puberdade faz parte da adolescência.
Nesta fase, são observadas mudanças tais como: crescimento de pêlos pubianos, crescimento dos testículos e aparecimento das mamas.

O início da fase da puberdade é variável de pessoa para pessoa, frequentemente para o sexo feminino é entre os nove e treze anos de idade e para o sexo masculino entre 10 e 14 anos de idade. Este processo pode ser observado nos diferentes setores dos organismos, alguns mais evidentes do que em outros, como o aumento do peso e da altura e à maturação sexual.
No período da puberdade, o hormônio hipotálamo ordena ao outro hormônio, a hipófise, o aumento de gonadotropinas que são liberados durante o sono, que ao se desencadearem, realizam a produção dos hormônios sexuais.
Os hormônios sexuais se diferem para os homens e as mulheres, mas não são totalmente exclusivos de cada sexo, nos homens, os testículos secretam entre outros hormônios, a testosterona e nas mulheres, o ovário fabrica o estrógeno.
As gônadas e as supra-renais de ambos os sexos produzem o estrógeno e testosterona, mas é variável a quantidade. As características biológicas são universais e ocorrem de forma semelhante em todos os seres humanos.

Puberdade atrasada

Em algumas meninas a partir dos 13 anos de idade e em meninos a partir dos 14 anos de idade, ocorrem à ausência de qualquer característica sexual, neste caso é considerado a puberdade atrasada, neste caso alguns especialistas aconselham a procura de um profissional adequado para acompanhar os casos de puberdade.

Puberdade precoce

É quando as características pertencentes às meninas ocorrem antes dos 8 anos de idade e nos meninos antes dos nove anos.

Período de Puberdade Masculina

A puberdade nos meninos começa por volta dos 11 ou 12 anos e é caracterizado por um período de intensas mudanças, como o crescimento dos pêlos e pênis e o aumento de tamanho dos testículos.
Nesta fase ocorre a primeira ejaculação, sendo que esta pode ocorrer durante o sono ou até mesmo resultante da masturbação, acontecem também a ereção espontânea, sem que o pênis seja estimulado ou mesmo tocado.

As principais características das mudanças são:

- surgimento de pêlos nos púbis, nas axilas e no peito;
- aumento dos testículos e do pênis;
- crescimento da barba;
- voz grossa;
- ombros mais largos;
- aumento da massa muscular;
- início da produção de espermatozóides;
- aumento do peso e da estatura.


Período de Puberdade Feminina

A puberdade nas meninas começa por volta dos 9 ou 10 anos e é caracterizado pela primeira menstruação e o desenvolvimento dos órgãos genitais e da mamas.
A primeira menstruação ocorre por volta dos 12 anos, ou antes, pois dependem de fatores genéticos, raciais, nutricionais e outros.

As principais características são:

- alargamento dos ossos da bacia;
- início do ciclo menstrual;
- surgimento de pêlos nos púbis e nas axilas;
- depósito de gordura nas nádegas, nos quadris e nas coxas;
- desenvolvimento das mamas.


A puberdade também mexe com o emocional dos adolescentes e também em seu comportamento, principalmente em seu desejo sexual.