psique e suas nuances

psique e suas nuances

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CRESCER






Tive uma boa infância e adolescência, algo que realmente não posso reclamar, provavelmente como muitos da minha geração e as seguintes não tiveram.
Sempre estudei em boas escolas, fiz o que era raro jardim e pré e fiz tanto o primeiro o segundo e os dois primeiros anos do magistério num mesmo colégio. Tenho boas lembranças dessa época, tanto que eu fui convidada para fazer parte do primeiro grupo dos ex-alunos do colégio.
Brinquedos tive muitos e de boa qualidade, todos que eu pedia eu ganhava, tudo bem que era no meu aniversário, uma semana antes do dia das crianças e natal, mesmo só eu e meus pais eu me divertia muito no natal, as vezes passavam conosco nossos primos, que depois de alguns anos mudaram para Rio Claro, cidade onde moravam muitos dos nossos parentes. Dia 25 aquela festa, eu recebia meus presentes e a festa era na casa da minha avó, que nós os netos a chamávamos de vovó, eu, meus pais, minhas tias e meus primos, era mesmo muito boas essas festas de confraternização em família.
Em frente à casa da minha avó moravam duas amigas que também conheço desde sempre, a Tânia e a Miriam com elas eu também brincava e me diverti muito, somos amigas e comadres.
E em casa a Deise que eu sempre a chamei de Tatinha até hoje, pois bem, eu e a Tatinha foi sempre uma história de brincadeiras, lembro-me que ela sempre era a esposa do Roberto Carlos nas brincadeiras, adorava ele, adorava as musicas, isso ela tinha em comum com a Miriam, assim como as Susis que também gostava.
Nossas brincadeiras eram basicamente de casinha e com as nossas bonecas, o meu lado moleque eu deixava para brincar com meus primos, aquelas coisas de carrinhos de rolimã, bola, enfim aquela correria que volta e meia levávamos um pega da vovó.
A Tatinha ia mais eu casa que eu na casa dela, a mãe dela era mais generosa nesse ponto, meus pais eram medrosos e não gostavam muito que eu saísse de casa.
Com a Solange as brincadeiras eram mais de comidinha, e ela era sempre a mais bonita que se vestia melhor... RS! Segundo opinião dela.
Eu e as meninas crescemos nos tornamos adolescentes, a Miriam começou a namorar com 13 anos, me avisou que estava namorando e que por isso nós duas não poderíamos mais brincar, fiquei arrasada e com raiva do namorado dela.
A Tatá não demorou mais, chegamos a trabalhar juntas na RILCOS no Depto de compras, íamos às baladas juntas, eu só a cada 15 dias, imposição dos meus pais, mas pelo menos íamos, ela era a minha confidente, eu falava sobre a minha vida, trocávamos segredos, éramos próximas.
Descobrimos juntas que era chique ser inteligente, fundamental trabalhar e estudar, ter jóias e perfumes importados, viajar...
Mas meu pai fez um mau negócio e foi necessário mudarmos de casa, foi quando pela primeira vez fiquei longe da minha amiga, mas mesmo assim nos falávamos por telefone e nos visitávamos, mas também comecei a namorar e ai as coisas mudam, ela ficou noiva, eu também fiquei, comecei a resolver as questões do meu casamento e a bela surpresa foi quando mencionei que me casaria, e soube que ela iria se casar uma semana antes que nós se tivéssemos combinado não teria dado tão certo. Assim como ela voltou antes de completar a sua lua de mel para a cerimônia do meu casamento, eu parei os preparativos para ir ao casamento dela, e olha... chorei tudo no casamento da Deise, tudo que eu não chorei no meu.
Os anos se passaram, nos encontramos algumas vezes, e nos comunicávamos por telefone, até eu me mudar para Mogi roubarem meu celular e eu perder o contato com as minhas amigas no meio desse ano. Eu e a Deise nos falamos via internet e não tive tempo de contar a ela os problemas que eu estava vivendo por aqui, não tive tempo mesmo...
Sexta-feira passada acordei estranha, triste demais e mandei a seguinte mensagem para o meu marido:
“Não me sinto bem, além do mal estar físico, estou muito deprimida hoje... Preciso de algo que me faça voltar a ter energia.” 24.10.2008 as 09h43minm.
No mesmo dia também mandei outra mensagem a uma pessoa conhecida, mencionando que era hora de eu me manter mais intropectiva, mas que a falta dos amigos era grande. Continuei assim sexta-feira, não dormi a noite toda só adormeci no sábado depois das 10h00minh da manhã.
Passei um sábado esquisito, pouco falei com as pessoas, era como se eu tivesse mal humorada, dei uma surtada à noite, até adormecer e no meio da madrugada meu marido perceber que meu corpo estava sendo sacudido na cama, empurrado, ele acordou com isso, e logo que levantamos recebemos a terrível noticia da trágica morte da minha amiga.
Sei também que as pessoas ficaram horas tentando me localizar, meus telefones mudaram e eu não consegui passar para os meus amigos, não tinha mais a agenda de telefones.
Mas conseguiram me localizar, apesar de estar inconformada com isso e não entender esses desígnios.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

UM AUSENTE





Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. .




Houve um pacto implícito que rompeste .




E sem te despedires foste embora. .




Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, .




A comum aquiescência de viver .




E explorar os rumos de obscuridade, .




Sem prazo, sem consulta; sem provocação, .




Até o limite das folhas caídas na hora de cair. .




Antecipaste à hora. Teu ponteiro enlouqueceu, .




Enlouquecendo nossas horas. . Que poderias ter feito de mais grave .




Do que o ato sem continuação, o ato em si, .




O ato que não ousamos nem sabemos ousar... .




Por que depois dele não há nada? .




Tenho razão para sentir saudade de ti, .




De nossa convivência em falas camaradas, .




Simples apertar de mãos, nem isso, .




Voz modulando sílabas conhecidas e banais, .




Que eram sempre certeza e segurança. .




Sim, tenho saudades. .




Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto .




Nas leis da amizade e da natureza .




Nem nos deixaste sequer o direito de indagar .




Porque o fizeste, porque te foste.




(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 25 de outubro de 2008

A MENTIRA QUE PODE MATAR!


EM ESPECIAL PARA VOCÊ QUE GOSTA TANTO DE OLHAR MINHAS PÁGINAS E SABE O QUANTO MENTE PARA SE SAFAR DAS SITUAÇÕES DIFÍCEIS.



A mentira, quase sempre, permite que a pessoa possa escapar imediatamente de situações difíceis e, é por isto que esta prática fica tão fortalecida culturalmente. O problema é que a mentira pode ocasionar outros problemas, que podem ser graves e que podem demorar a acontecer. As relações podem ficar prejudicadas e outras coisas complicadas podem acontecer como resultado de mentiras. Dependendo da situação, o encobertar uma verdade pode gerar traumas, fobias, síndromes, desvios comportamentais no futuro. Relação adulto - criança: Quando, desde pequena, a criança consegue espaço para falar claramente sobre o que fez e pensa, sem que seja punida por causa disto, geralmente desenvolve um relacionamento mais verdadeiro com as pessoas e coisas à sua volta porque se sente mais à vontade para assumir determinadas situações. Neste tipo de relação os adultos devem ter uma postura sem as contradições já ditas e, ao invés de punir, devem explicar porque as coisas não podem ser daquela maneira com argumentos seguros e confiáveis, ensinando comportamentos responsáveis. Quando a criança passa por situações de punição severa dentro de casa, cada vez que assume alguma coisa para os adultos com quem se relaciona, é muito provável que ela desenvolva o hábito de mentir sobre isto para se livrar do aversivo, com isso a criança, quando se tornar adolescente buscará refugio nos amigos ao invés da família. Vale salientar que a criança até atingir os 6 ou 7 anos de vida passa pela fase da formação psicológica, e nesse período todo cuidado é pouco para educá-las.

Qualquer profissional que milita na área da saúde mental conhece bem o que Ana Freud (a filha de Sigmund Freud), deixou muito bem estabelecido em seu livro: "O ego e os mecanismos de defesa" - os mecanismos de defesa, propriamente ditos, que foram nominados, como: regressão, negação, projeção, introjeção, identificação, etc.

Ora, os mecanismos de defesa são geralmente negativos, porque fazem parte da neurose e trabalham o tempo todo a fim de que a pessoa não enfrente seus problemas de frente, utilizando-os como "válvulas de escape" ou "saídas pela tangente" inconscientes, provocando assim, a perenizarão da doença.

No entanto, desejo falar aqui de outro "mecanismo de defesa" (entre aspas mesmo), o qual as pessoas incapazes de construírem em si mesmas um caráter forte, maduro e confiável, acabam por desenvolver, esperta e conscientemente.

Refiro-me a essa erva daninha emocional chamada mentira.

Por causa da mentira, pessoas foram levadas às fogueiras, inocentes foram condenados à morte, países foram tiranizados, crianças foram sacrificadas, pais de família perderam seus empregos, corações foram dilacerados, casamentos foram desfeitos, pessoas enlouqueceram de dor, pobres ficaram mais pobres, ricos ficaram mais ricos... E a lista pode ir aumentando "ad nauseam".


A mentira é negativa porque revela: fraqueza, incapacidade, covardia perante os próprios atos, imaturidade, desconsideração para com as demais pessoas, narcisismo, mas principalmente... mau-caratismo.

É por isso que, via de regra, todo mentiroso é um mau caráter.Poderia, para ilustrar este texto, utilizar-me do tão conhecido exemplo da mentira dos políticos.Mas essa já está por demais conhecida e até banalizada.

Prefiro, para não ir muito além de meu propósito, neste artigo, limitar-me tão somente à mentira relacional - mentira em que um (ou os dois) dos parceiros sentimentais, grotescamente, dela se utiliza, para fraudar e enganar o coração do parceiro, numa relação de amor, por exemplo.

Conheço (e você também deve conhecer!) um batalhão de pessoas estropiadas por completo na vida, porque, infelizmente, foram impiedosamente enganadas por outras em quem sempre acreditaram leais, e a quem devotavam a mais pura e cega confiança, o mais belo, cuidadoso e devotado amor.Mas... foram apunhaladas pelas costas.

Pessoas que ferem, sem piedade, como foi dito, e pisoteiam o coração de outras, que as amam, tratando-as como tijolos ou pedras; e não como seres humanos que possuem alma, coração e sentimentos, estão mais perto da animalidade irracional do que da humanidade concedida pelo Criador.

Por isso, o seu "mecanismo de defesa" não merece eufemismos, não.

São, para vergonha delas, hipocrisia e falta de caráter, sim - um câncer que invade e toma conta da alma de seres humanos mesquinhos e rasteiros, movidos pela única força que conhecem: a nojenta força do egoísmo.


retirado da internet.

sábado, 18 de outubro de 2008

...


EMILY ROSE DA FICÇÃO A HISTÓRIA VERÍDICA.


(veja as imagens no final do post)


O EXORCISMO DE ANNELIESE MICHEL

Anneliese Michel nasceu em 1952 em Leiblfing, Baviera, mas foi criada no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais lhe deram uma educação profundamente católica.
Baseado numa história verdadeira, o caso de Michel é bastante conhecido pelas pessoas que estudam exorcismo. Em 1976, a Igreja Católica reconheceu que a jovem estudante alemã realmente estava possuída e permitiu o exorcismo.
Em 1968 Anneliese começou a apresentar sintomas diagnosticados como epilepsia e esquizofrenia, na Clínica Psiquiátrica de Würzburg.
Durante a noite, o corpo de Anneliese subitamente se tornava rígido, sentindo um enorme peso sobre o peito, além de uma total incapacidade de falar.
Anneliese permaneceu em tratamento intensivo durante um ano. Quando recebeu alta, foi ainda capaz de completar os seus estudos secundários e matricular-se na Universidade de Würzburg, onde iniciou os seus estudos em pedagogia.
Entretanto, durante todo esse tempo, Anneliese afirmava continuar escutar vozes ameaçadoras que diziam que ela "queimaria no Inferno" e ter visões assustadoras que ela mesma atribuiu a uma possessão demoníaca. Sem que os médicos encontrassem uma cura definitiva e sem uma explicação satisfatória para os sofrimentos da jovem, os seus pais começaram a cogitar que sua filha, de fato, estava possuída por alguma força sobrenatural maligna. Anneliese agora tinha visões de faces demoníacas durante as suas preces diárias, enquanto aumentava a sua intolerância a lugares e objetos sagrados e mergulhava cada vez mais em crises depressivas.
Anneliese foi medicada com poderosos psicotrópicos para deter as convulsões, as visões e vozes, que se tornaram mais e mais freqüentes.
Em 1973, os seus pais pedem à Igreja por um Exorcismo. A Igreja Católica rejeita e recomenda que ela continue a tomar a medicação que os médicos lhe prescreveram.
Mas, os pais de Anneliese não desistiram e através de Ernst Alt, o pastor encarregue do caso, voltaram a formular o pedido. Novamente rejeitados, eles decidem que Anneliese deveria assumir uma vida ainda mais religiosa de forma a tentar expulsar o mal.
Em 1974 o padre Ernst Alt conclui que Anneliese já reunia as condições suficientes para a realização do exorcismo, de acordo com os procedimentos prescritos no Rituale Roma num.
Anneliese já tinha assumido um comportamento cada vez mais irascível. Ela insultava, espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre no chão e se alimentar com moscas e aranhas, chegando a beber da própria urina. Anneliese podia ser ouvida gritando por horas em sua casa, enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e lançava rosários para longe de si. Ela também cometia atos de automutilação, tirava suas roupas e urinava pela casa com freqüência.
Em setembro de 1975, o Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o Rituale Romanum.
As 67 sessões de exorcismo que se seguiram, numa freqüência de uma ou duas por semana, se prolongaram por nove meses, durante os quais ela muitas vezes tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada. Ela também lesionou seriamente os joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o exorcismo, aproximadamente quatrocentas em cada sessão.
Nas sessões, que foram documentadas em quarenta fitas de áudio para preservar os detalhes, Anneliese manifestou estar possuída por, pelo menos, seis demônios diferentes, que se autodenominavam Lúcifer, Caim, Judas, Nero, Hitler e Fleischmann, um brujo do século XVI.
Anneliese relatou um sonho, onde teria se encontrado com a Virgem Maria, e que ela lhe teria proposto duas escolhas para a sua condição: ou ser liberada logo do jugo dos demônios ou continuar o seu martírio para que todos soubessem que o mundo espiritual e ação dos demônios no mundo existem de fato. Anneliese teria escolhido a segunda opção. Anneliese optou pelo martírio voluntário, alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente. Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostrariam que o demônio age, e independe da fé das pessoas para isso.
O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes O Exorcismo de Emily Rose, e Réquiem.
Em 1 de julho de 1976, no dia em que Anneliese teria predito sua liberação, morreu enquanto dormia. À meia-noite, segundo o que afirmou os demônios finalmente a deixaram e ela parou de ter convulsões. Anneliese foi dormir exausta, mas em paz, e nunca mais acordou, falecendo aos 23 anos de idade. A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos. Nesse dia o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos.
Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos.
O motivo oficial que foi dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário.
Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Várias pessoas chegaram a especular que os exumadores moveram o corpo de Anneliese do antigo sarcófago para o novo, feito de carvalho, segurando-o pelas mãos e pernas, o que seria um indício de que o corpo não estaria na realidade muito decomposto. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido inclusive advertido a não entrar no mortuário.
Agora em relação à verdadeira rapariga que vivia na Alemanha, li que ainda hoje todos os anos a sua campa é visitada por centenas de pessoas que viajam dos 4 cantos do mundo.

(Pesquisa feita na internet).





O FILME















segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A princesa o Dragão e o Rockeiro





"No alto do castelo, há uma linda princesa, muito carente que foi ali trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão”


HEAVY METAL:
O protagonista chega ao castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.


METAL MELÓDICO:
O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.


THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela.


VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.


DEATH METAL:

O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embora.


BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.


DOOM METAL:
Chega ao castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.


WHITE METAL:
Chega ao castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".


NEW METAL:
Chega ao castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of."


GRUNGE:
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.


CLASSIC ROCK:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.


PUNK ROCK:
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.


EMOCORE:
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é injusto.


PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidos no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista Heavy Metal.


HARD ROCK:
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as loiras.


GLAM ROCK:
Chega no castelo. O dragão ri tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.


INDIE ROCK:
Entra pelos fundos do castelo. O dragão fica com pena de bater em um nerd franzino de óculos e deixa-o passar. A princesa não agüenta ouvi-lo falando de moda e cinema, e foge com o protagonista Heavy Metal.

sábado, 11 de outubro de 2008

Mogi das Cruzes




Mogi das Cruzes é uma cidade gostosa de viver, pelo ar, para dormir, pela temperatura, as montanhas que cercam a cidade, o bairro que moro, as flores em especial as rosas e orquídeas, são tantas, ou seja, a qualidade de vida aqui é muito maior e atualmente 8 km significa um enorme trajeto.
Imaginem meus amigos de São Paulo, você caminhando na Paulista e encontrar em cada quarteirão uma pessoa conhecida, desde filhos a pessoas que te conhecem, mas você não faz a menor idéia de onde conhece.
Uso a minha estratégia paulistana básica... Passeio no shopping olhando para as lojas, não olho para as pessoas, o mesmo faço no calçadão do centro ando olhando para lojas que procuro algo, nunca para as pessoas.
Mas a cultura é completamente diferente de São Paulo, é praticamente zona leste da cidade, e não tem nada a ver.
Primeiro que aqui existem os ricos e os pobres, classe média é nada em Mogi das Cruzes, e percebo que algumas pessoas correm desesperadas nessa cidade para fazer parte dessa tal socialite mogiana de forma impressionante, aqui existem os nomes tradicionais que nós nunca ouvimos.
Outra coisa que me incomoda é o tempo ocioso da maioria das pessoas que propicia a maledicência, minha sogra diz que “cabeça vazia é oficina do diabo”, ela está certa.
Imagine que em uma hora atravessamos a cidade inteira em horários de pico. Logo sobra muito tempo para muitas pessoas por aqui. Muitos não estudam, trabalham em lojas ou algo assim não percebo muitas pretensões de crescimento intelectual.
Outros ficam felizes em arrumarem um cabide de emprego o que gera para muitos o ápice, ganhar 1.500,00 por mês significa o ápice profissional.
Aqui existem as mulheres que já passaram por uns 8 casamentos, que ouvimos com uma certa freqüência que roubaram o marido da melhor amiga, as piriguetes e as tradicionais que mantêm seus casamentos.
Por aqui ou vamos à missa, ou a igreja evangélica, ou ao clube da cidade, o transito é outro problema, nunca sei o que é preferencial porque é diferente de São Paulo.
Nomes de ruas também não decorei porque as pessoas explicam como fazemos para chegar falando as referencias, o que dificulta guardarmos os nomes das ruas, sei chegar mas não sei explicar é mais ou menos isso que me acontece, porque aqui falamos sobre a curva do mizuta, a rua dos bancos, a rua do Spani, fica próximo ao shopping.
Ouço com muita freqüência a pergunta “NA ONDE?”, e os termos “pior”, só por Deus e eu pego bem com tal coisa, ou eu não pego bem!
Muitas informações, muitas diferenças, muitas coisas boas mas outras que são intragáveis, pessoas que se dizem usando marca, mas uma marca sem marca que em São Paulo não existe nos shoppings.
Assim é Mogi das Cruzes vista do lado de fora, mas um lugar gostoso de viver.

Sônia Furlanetto


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

LAÇOS DE FAMÍLIA



FOI QUE A MINHA HISTÓRIA COMEÇOU.


ORIGENS:


A 8 de novembro de 1860, nascia em São Paulo, o ilustre paulista Eduardo Prates, mais tarde Conde de Prates, filho do Dr. Fidêncio Nepomuceno Prates e de Dona Inocência da Silva Prates, filha do Barão de Antonina.


Sentindo muito cedo pendores e inclinação pela vida comercial, devotou-se do ramo dos negócios ao qual emprestou o seu espírito dinâmico e a sua invulgar capacidade de trabalho.


Desposando a senhora Antônia dos Santos Silva, de velha estirpe paulista, depois Condessa de Prates, filha do Barão de Itapetininga e da Baronesa de Tatuí, família das mais nobres e honrosas tradições brasileiras, o Conde alargou o seu campo de atividades, tornando-se adiantado agricultor e diligente pecuarista.


Pelo seu espírito empreendedor, pelo seu esclarecido tino comercial, por seus marcantes sentimentos altruístico e pelo elevado porte moral de sua personalidade, tornou-se um dos vultos mais respeitáveis e preeminentes de sua época. Se a sua inteligência e capacidade se voltaram para o mundo dos negócios, os seus elevados sentimentos foram consagrados aos desconhecidos e pequeninos a quem sempre generosamente amparou.



Fidalgo e nobre, bom e generoso, patriarca de uma das famílias de mais ricas e respeitáveis tradições de nossa sociedade, foi também o Conde de Prates um paulista autêntico que, com fibra patriótica, amou profundamente a sua terra ligando-lhe o nome aos maiores e mais significativos acontecimentos de seu tempo. A nobreza e a solenidade de seu porte, a fidalguia de seu trato, o título nobiliárquico de que era portador e sua decorosa seriedade que obrigava ao respeito, fizeram-no pontificar-nos mais expressivos meios sociais e econômicos de São Paulo.

Conde de Prates foi um incansável semeador de bondade e um infatigável impulsionador de relevantes empreendimentos. Possuidor de fartos recursos, não obstante absorto pelas imensas responsabilidades de suas empresas e pelo destaque das posições a que freqüentemente era guindado tinha como suprema aspiração socorrer àqueles que se valia de sua desmedida generosidade.



Banqueiro, capitalista, comerciante e lavrador, de beleza rara foram, porém os seus gestos de filantropia e humanidade.



Na história de São Paulo, erigem-se vultos extraordinários, entre os quais fulgura o do Conde de Prates cuja existência foi um marco luminoso e um exemplo edificante às gerações que o vêm sucedendo.



Para se tracejar o perfil da alma nobre do insigne e saudoso paulista, bastaria dizer-se que os episódios mais empolgantes de sua vida foram àqueles em que deu muito de si e do que era seu aos que nada tinham ou pouco podia esperar. Não obstante ocultar o bem que fazia e refugiar-se na mais encantadora e escrupulosa simplicidade os seus benefícios e generosos donativos não conseguiram ficar para sempre no obscurantismo. Eis porque o Papa Leão XIII houve por bem conceder-lhe o honorífico título de Conde e de Condessa à sua esposa.

A dignificante honraria pontifícia foi à solene gratidão da Igreja Católica aos excelsos sentimentos de bondade e de caridade cristã do magnânimo e ilustre casal. Não é fácil reconstruir em palavras, uma vida tão intensamente profícua e tão pontificada dos mais assinalados serviços ao bem comum.





  1. Membro da 1ª Comissão Fundadora da nova Sé Catedral Metropolitana de São Paulo em 1912 recebeu o título de grande benemérito.
    Apostolando o amparo à pobreza, não foi, todavia insensível ao sofrimento físico de seus semelhantes. Exerceu a verdadeira caridade ao ser por longos anos generoso Mordomo da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a mais santa de todas as casas depois da Casa de Deus.

    Recebeu também ele o Título de Comendador Loco tenente da Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém.

    Ø Foi fundador e Presidente do Banco de São Paulo que ainda hoje opera e prestigia os meios financeiros da Capital.

    Ø A Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a mais perfeita organização do gênero na América Latina, teve-o por muitos anos como seu Vice-Presidente e Diretor.

    Ø Fundou e foi Presidente da Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo e de muitas outras empresas, tais como, a Companhia de Minerais Santa Rosa, a Companhia Pastoril de Barretos, a Companhia Paulista de Navegação e a Associação Comercial.
    Ø Em 1911, fundou a 1º Presidente da Sociedade Hípica Paulista que cultiva o mais elegante e aristocrata dos esportes. Devotado à sua terra, o Conde de Prates contribuiu decisivamente para o seu engrandecimento e vertiginoso progresso.
    Homem de admirável visão, de experiência objetiva, as suas expansões foram sempre de grande alcance o que o levou a transformar a sua propriedade agrícola naquele empolgante cenário de beleza e de produtividade.

    Filho de família riograndense, sendo seu pai o Dr. Fidêncio Prates, médico doutorado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e sua mãe D. Inocência da Silva Prates, filha dos Barões de Antonina, desde logo se manifestou Eduardo Prates infenso à política em que, naturalmente, teria feito carreira, visto como seu pai fôra por duas vezes deputado pela Assembléia Geral na Legislatura do Império.

    Era costume no tempo da monarquia, transmitir aos filhos essas posições representativas, de modo a se manter a tradição da família de co-responsável na administração pública. Esse desinteresse pela política ele a comprovou quando, por ocasião da proclamação da República, a sua projeção social em nosso meio, guindar-lhe-ia facilmente aos mais altos postos já por si e pelo fato de ser primo-irmão de um prócer da nova situação, de grande prestígio no Rio Grande do Sul em todo o país, o estadista até hoje lembrado com respeito que foi Julio Prates de Castilho.

    Maria Eudoxia Prates, filha de Eduardo Prates se envolveu com Nicola Mascherpa, jovem imigrante (Piemontês) que trabalhava na companhia paulista de estradas de ferro, fugiram e como naquele momento para se casar com os nobres eram oferecidos dotes, ela então minha bisavó foi deserdada.

    Oleana Mascherpa Tlusty filha de Maria Eudoxia Prates e Nicola Mascherpa (Piemonte – Itália) casou em Dezembro de 1929 com o Sr. Venceslau Tlusty Jr. Filho de Maria Kabelka Tlusty e Venceslau Tlusty, casal de origem tcheca.
    Seu primeiro filho Venceslau Wilson Tlusty. Meu pai, comprador da Ericsson por 9 anos, se tornou comerciante e depois empresário.

    Gostava de estar sempre em contato com a natureza, teve durante anos um sítio na cidade de Santa Branca que vendi em Dezembro de 2004, por eu acreditar que teria dificuldades manter as terras visto que eu morava na zona oeste de São Paulo.

    Foi membro do círculo esotérico por mais de 30 anos e aos 70 anos de idade recebeu convite de um conhecido da loja de São Miguel para fazer parte da maçonaria, chegou ir à loja algumas vezes, mas desistiu por temer algo que intitulava como desconhecido. Faleceu aos 72 anos.


    Obs.:
    Herói Jan Tlusty, jovem revolucionário de ideais raramente vistos, que se sacrificou em nome da evolução. Com a coragem e espírito de sacrifício do jovem Jan.

    Tlusty era um jovem estudante de ideais fortes. Não queria deixar o invasor soviético violar a liberdade do seu país assim, sem resistência, a nação Tcheca teria sido província da Alemanha ou da Áustria, mas é um país onde as tradições são para se manter.

    Por essas razões, o jovem Tlusty revoltou-se contra os ocupadores soviéticos, apeou fogo em seu próprio corpo na Praça Václav, a principal de Praga, em sinal de protesto contra os invasores.

    Atualmente é tido como herói nacional, tem seu monumento na Praça de São Venceslau que é o padroeiro do País.

    Sônia Furlanetto.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O BONDE DA ALEGRIA

O comportamento que tenho questionado nesse momento tem sido como parte da população busca soluções imediatas com os parlamentares mas entendo que suas obrigações e compromissos como nossos funcionários, que depois da democracia tivemos a possibilidade de escolher para nos representar, tem mais o que fazer, que resolver problemas individuais.

Mas eu percebi que muitas pessoas são corruptas, querem favores pessoais para votar nas pessoas, depois reclamam que a rua não foi asfaltada, que falta verba para a melhoria dos hospitais. Que os políticos são corruptos, mas e ai? Por acaso eles brotam no poder?

Porque o povo brasileiro ainda é tão ignorante a ponto de acreditar que estamos lidando com celebridades.
Olhamos para os políticos como se fossem a Angelina Jolie, ou o Brad Pitt, nos encantamos, muitos de nós pedimos autógrafos, que brega...

Quando buscaremos a história pregressa daqueles que irão nos representar, por quantos partidos os mesmos já passaram e porque mudaram tanto Não fazem isso conosco quando procuramos um emprego? Deveríamos fazer o mesmo ao selecioná-los.
Quando teremos a consciência de lermos a respeito do bonde da alegria dos que empregam uma família inteira para deterem o dinheiro que é NOSSO nas mãos de poucos, quando teremos a preocupação de compreender a ideologia política de cada partido e a importância disso.

A grande solução é estudar muito, termos o habito da leitura, encontrarmos mecanismos para nós mesmos, sabemos que um morador de rua frequentou durante anos uma biblioteca pública em Recife e conseguiu ser o primeiro colocado no concurso do Banco do Brasil. Ou seja, não temos mais desculpas.

Quando vamos ter a percepção de que o parlamentar tem a obrigação de nos representar, e que ser um VEREADOR, DEPUTADO E ETC. não é profissão, é representação. Ou contribuiremos para que cada vez mais haja cabides de empregos e o mau uso do dinheiro público.
E vamos lembrar que o Lula não deu nada para município nenhum, tampouco o Serra ou quem quer que seja eles nos devolvem aquilo que pagamos em forma de IMPOSTOS.

Sônia Furlanetto é Psicóloga e Psicoterapeuta